Como era ser criança na minha infância? Essa pergunta foi feita pela Ingrid, do Desconstruindo a mãe e virou tema pra blogagem coletiva em comemoração a semana da criança.
Pra começo de conversa, criança vai até quantos anos?!? Rsrs... Eu fui uma criança muito feliz, muito mesmo! Brincava na rua, andava descalço, subia em árvore, pega-pega, esconde-esconde, carrinho de rolimã, bolinha de gude, mãe da rua, amarelinha, bárbie, boneca, comandos em ação. Fazia de um tudo! Voltava pra casa na hora da janta encardida, o pé nem parecia fazer parte do corpo tamanha diferença de cor dele para o resto... Perdi as contas de quantas vezes dormi em cima do prato, cansada de tanto brincar!
Lembro de ter chorado sozinha no meu quarto quando soube o que aquela mancha na minha calcinha significava. Lembro de ter pensado que a partir daquele dia eu não poderia mais brincar. Sorte a minha estar enganada! Brinquei até não querer mais, literalmente! Aos 14 anos comecei a namorar o meu atual marido e ainda brincava de boneca, escondida dele, claro. Mas aí o tempo foi passando, os interesses mudando e eu troquei os brinquedos pelos beijos e abraços do namorado. Antes disso acontecer meu irmão mais novo - o maior e melhor companheiro de aventuras - me defendeu várias e várias vezes de um certo garoto da rua que se dizia apaixonado por mim, mas eu nem pensava em garotos e diante de muitas negativas ele começou a dizer que eu era sapatão porquê só pensava em correr e jogar bola enquanto todas as outras meninas já relatavam o 1º beijo. Eu nunca dei bola pros comentários dele, até porquê não faziam nenhum sentido pra mim, acho que eu nem entendia direito o que aquelas palavras significavam.
De tudo, tenho a dizer que na minha infância eu tive grandes amigas! Amigas essas que, infelizmente, o tempo e a distância afastaram de mim, mas que jamais serão esquecidas. Mas, o principal, o que mais me orgulho é de ter vivido e curtido a minha infância ao lado do meu irmão caçula. O mais velho sempre cuidou de mim, sempre manteve os olhos atentos a qualquer gavião que tentasse se aproximar de sua irmãzinha e isso era uma grande responsabilidade pra ele, mas o mais novo não tinha esse "fardo" a carregar, a ele bastava ser o que era: criança! Nós brincavamos juntos o tempo todo, unha e carne, onde um estava certamente estaria o outro. Construimos uma relação de afeto, amizade, irmandade e até hoje tenho toda a liberdade do mundo com ele. Falo o que quero, o que penso e ele também. Sempre ali, sempre juntos. Ele faz parte de todas as memórias que tenho desse tempo, mesmo as que ele não participou, porquê ao chegar em casa sentavamos no chão do meu quarto e eu lhe contava tudo! ;)
Brincar era algo tão importante pra mim que quando se tornou "feio" devido a idade, o tamanho e o namoro eu tive a certeza do que queria ser quando crescesse. Jamais conseguiria abandonar o riso impróprio, a risada sincera, a gargalhada que só uma brincadeira tiram da gente... Por esse e por outros tantos motivos eu sou professora de educação infantil, porquê não conseguiria passar o resto da vida sem brinquedos e brincadeiras!
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Beijos!

15 comentários:
Lindo post! Ser criança é o melhor da vida e estar com elas nos mantem jovens...Tambem sou prof de ed.infantil por isso! Alias, ontem brinquei na cama elastica, tobogã e piscina de bolinhas com meus aluninhos..eu era a mais entusiasmada!
Bjs e muita diversão!!
Texto emocionante! Será que é por isso que as pessoas se tornam professores da educação infantil, para poder brincar todos os dias com muitas crianças? Adorei a reflexão!
Postei também, mas fugi do tema
http://www.fernandareali.com/2011/10/mamae-o-que-e-puta.html
beijoooo
Nossa, Rê que lindo, fiquei emocionada com a parte das amigas porque sei que sou uma delas, nem imagina qta saudade eu tenho do tempo em que eu queria tanto crescer mas no fundo era só uma criança!!!!Beijos, vc é uma das amizades que vão estar sempre no meu coração! BJS
Também brincava com os brinquedos do meu irmão mais velho, os de menino eram mais interessantes. O autorama e o playmobil era muito legais. Passei por aqui para ver seu post da blogagem coletiva, gostei.
Que lindo seu post, com declaração de amor ao seu irmão e á sua profissão!
Era tuudo de bom poder brincar na rua atééé a hora da janta!
Me lembrei de váárias amigas q fiz, e q hj estão em algum canto desse mundo e nos perdemos...
Adorei seu blog.
Bjãoo
Oi Renatha,
lembr que escondi a mancha na calcinha por também achar que não poderia mais brincar. Lembro de estar em cima do galho de uma árvore usando absorvente. Brinquei muito e por muito tempo. Alías ainda brinco muito com as minhas filhas. Adoro ser criança e estou amando essa blogagem coletiva. Só vou poder entrar com o meu post, que já está pronto, amanhã. É que hoje estou no blog da Nestlé e aí tenho que esperar. Enquanto isso vou me deliciando e revivendo aminha infância nos posta participantes. estou amando.
beijos
Chris
http://inventandocomamamae.blogspot.com/
Re!
tdo bem?
tentando conferir todas as postagens dessa blogagem coletiva tão divertida!
me identifico um pouco com todas, e como educadora física defendo o brincar eternamente, na infância, na adolescência, e na fase adulta!rs
guria, tu casou com teu namor dos teus 14 anos?que legal!
adorei a postagem!
beijos
Angi
Muito bacana, Rê! Adorei!
O melhor foi "ser criança vai até quantos anos???". POrque, sinceramente, acho que sou um pouco até hoje... rsrsrs
Mas, minha parte adulta anda atarefadíssima (trabalho, trabalho, trabalho) e essa semana é uma semana "diferente" pra mim. Então... fiquei de fora dessa. Quem sabe na próxima?
Bjos e bençãos.
Mirys
www.diariodos3mosqueteiros.blogspot.com
Bom ser criança, ainda mais uma criança curiosa e inteligente como vc.
Eu tb lamentei qd fiquei mocinha, bobagem depois a gente descobre que uma coisa não exclui a outra.
amei seu post.
bj
Lola
Que lindo Re/!!! =)))))))
A criança que fomos e a infância que tivemos, é certeza que influencia diretamente nos adultos que nos tornamos. A prova disso são os posts dessa blogagem. Para mim vc continua a mesma! Fofa! =)))))
Beijos querida!!!
Lindo post! Lindas palavras, amei!
Lembro de brincar de boneca até os 13 anos, quase completando 14... que bom, né?????
Beijos
Gabi
www.minhas3meninas.com.br
Oi, Renatha!
O melhor de termos vivido bem a infância, sem queimar etapas é que não deicidiremos adolescer com nossos filhos, ou competir com nossas filhas... Vejo que muita gente vive atrás de viver o que não pôde ou o que não quis aproveitar quando tinha espaço e tempo para curtir.
A infância é fundamental, brincar nem se fala! E tenho certeza de que nossas brincadeiras formaram nosso caráter através da negociação, da interação, da frustração e da superação, coisas que precisamos vivenciar!
Vivia perto de um giz e quadro-negro de uma amiga. Imagina, somos ambas professoras. Parece que está no sangue, que nascemos com isso entranhado profundamente em nossos corações.
E a maternidade só reforça: como é bom poder continuar a ser criança!
beijo, obrigada pela contribuição emocionante à nossa blogagem!
Ingrid
Lindo texto, emocionante!
Bjks
rsrsr carrinho de rolimã morria de medo de cair e me ralar toda, nunca brinquei disso por medo.
Boneca era minha paixão, fazia roupinhas com os retalhos de minha mãe pra Barbies das minhas amigas, ou trocava roupinhas pelas Barbies 'velhas'delas =)
Muito bacana teu post! Lembrei do meu afilhado, que surpreendo ainda hoje (com 15 anos) pegando os Max Steel escondidos embaixo da cama pra brincar... guardamos um pouquinho da essência da infância pra sempre. E essa luzinha ganhará força e novamente torna-se-á fogueira quando nos tranformarmos em avós!
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