segunda-feira, 14 de maio de 2012

Felicidade!

Um sorriso que insiste em escapar dos lábios... Uma vontade de abraçar, de morder, de apertar... Vontade de ficar ali, apenas observando e aprendendo...


Estou in love com meus alunos! E devo dizer isso bem alto e pra todo mundo, porquê passei por uma fase muito difícil na minha profissão. 


Há 2 meses atrás descobri que mudaria de turma, deixaria as crianças de 3 anos e passaria a lecionar para crianças de 6. Foi um baque, uma verdadeira crise de identidade. Primeiro porquê eu jurava de pé junto que minha paixão eram as crianças dessa idade e segundo porquê eu me preparei para ser professora da educação infantil desde o 1º minuto de faculdade. Todos os estágios, trabalhos de grupo, pesquisas que pude escolher sempre foram direcionados aos pequenos. Para o Ensino Fundamental ficou aquilo que me obrigaram. Nunca achei que pudesse gostar e, mais do que isso, nunca achei que fosse capaz de alfabetizar alguém. O que me chamava atenção eram aqueles bracinhos curtos, pezinhos descalços, olhos brilhando para toda e qualquer novidade...


Então, em março desse ano eu encarei um luto, pelos 8 anos que me dediquei ao estudo e formação para atuar nesta área. Encarei o medo de fracassar, a ansiedade, o desconforto da mudança. Encarei uma pilha de livros que devorei em 2 dias e encarei 9 alunos em idade que eu julgava desconhecer.


Para minha surpresa o brilho nos olhos ainda estava lá... Os pezinhos ainda querem ficar descalços, mas hoje possuem menos liberdade para tal, os braços já não tão curtos almejam alcançar grandes e longos destinos. Em poucos dias eu me vi encantada com a alegria dessas crianças, as falas, as hipóteses, a curiosidade em aprender a ler e escrever... Em poucos dias me vi contando causos, como se nos conhecessemos há meses!


Imaginem o tamanho da minha felicidade ao descobrir que a minha paixão não era só as crianças de 3 anos, como eu acreditava. Na verdade a minha paixão é, e sempre foi, pelo aprender. Me encanta, me comove, me fascina!


Hoje, mais do que nunca, eu posso dizer que SOU professora. Como diria Paulo Freire: Sou Professora com Todas as Letras! E não por estar lecionando no Ensino Fundamental, mas sim por me reconhecer como tal, por ter a certeza que amo a profissão que escolhi.
Ainda tenho muito a aprender antes de querer ensinar qualquer coisa. Muitos livros, muitos anos, muitos encontros e desencontros entre teoria e prática. Mas agora eu sei que farei de tudo para ser cada dia melhor para essa nova turma que me acolheu tão bem!


Ah... E além dos olhinhos brilhando (que eu amo!), ainda ganho de brinde muitas e muitas frases para o meu caderninho de "Levante a auto-estima já!". Querem exemplos bem recentes?


Sexta-feira, na hora do lanche, meus alunos começam a cantarolar uma musiquinha que foi apresentada por outra turma em comemoração ao Dia das Mães. Quando menos espero um deles me diz:
- Tia, essa música é de mãe, mas sabia que ela também serve pra você?!


#Morryyyy de amor, né gente?!


E hoje a professora aqui questionando:
- Que mais que criança gosta muito?
E como resposta eu ouço:
- A tia Renatha!


É ou não é pra ficar feliz?! =]




"Trabalhe com aquilo que gosta e não terá que trabalhar um dia sequer na vida". (Confúcio)


sábado, 12 de maio de 2012

BC Esmalte e Maternidade.

O tema dessa semana da blogagem coletiva de esmaltes é maternidade, como não poderia deixar de ser. Tenho certeza que os posts vão vir lindos... Recheados de carinhas fofas, de relatos de mãe... Histórias emocionantes e engraçadas.


Mas... que diacho euzinha estou fazendo aqui?! Voltar pra BC num tema sobre maternidade?! Nem mãe eu sou! Ah.. Pera aí. Não sou mãe de bebes humanos, fato! Mas sou mãe de 2 felinos e 1 canino e mais do que isso... Sou filha!
E como filha tenho lá minhas histórias pra contar...


Minha relação com minha mãe foi bastante tumultuada na adolescência. Brigas, discussões, desentendimentos. Nos afastamos e nos aproximamos diversas vezes. Magoei e fui magoada. Mas, mesmo quando as brigas rolavam, quando as lágrimas caiam, eu sabia que ela estava lá! Eu fazia pra provocar, pra desestabilizar, pra sentir que ela se importava. Adolescente... Não media as consequências dos meus atos e explodia a todo instante... Mas ela sempre estava lá. Brigava, ignorava, mas sempre lá. Eu sabia que podia contar com ela pra qualquer coisa e ela também sabia que eu estaria sempre ali. Mesmo em meio ao caos nós nos sabíamos lá! Ela contando comigo nos afazeres domésticos, nas conversas enquanto lavava uma louça, nos preparativos de uma receita e eu contando que ela ia descobrir e que viria falar comigo.
Nosso relacionamento melhorou muito depois que me casei. Descobri que sou muito mais parecida com ela do que eu imaginava. Descobri que não é fácil ser mulher no mundo moderno, com casa, filhos, trabalho, marido e todas as cobranças e responsabilidades. Descobri que, sim, tudo que ela fazia e falava era mesmo para o meu bem.


Hoje sou grata a minha mãe por todas as vezes que me tranquei no quarto pra não chorar na frente dela. Sou grata pelas palavras duras, pelo não seco, aquele que eu sabia que nem ia adiantar retrucar. Hoje eu sei que todas essas coisas formaram o meu caráter. Hoje eu posso perceber que sem isso eu não teria crescido tão rápido, não teria amadurecido o suficiente e, certamente, não seria metade do que hoje eu sou! Minha mãe me ensinou a ter respeito, mesmo quando eu desafiava seus limites. Me ensinou que amor nem sempre vem com carinho, mas sempre virá acompanhado do que é certo. Me ensinou que quando a gente gosta a gente se importa e demonstra isso, mesmo que por meio da raiva. Minha mãe me ensinou a ser mulher. A ser forte. A não desistir jamais da batalha. Me ensinou que problema a gente encara de cabeça erguida e por pior que ele seja a gente não se deixa abater e vai a luta. Minha mãe me ensinou com exemplo, coragem e atitude que caráter vale muito mais que dinheiro. Minha mãe me ensinou que família unida faz a gente feliz e que contar uns com os outros deixa a gente mais forte.


Esse é o 1º dia das mães que passo longe dela... Sem aquele abraço gostoso no café da manhã, sem os olhinhos lacrimejando de emoção por ter os filhos por perto. 1° ano que não poderei ouvir sua voz bem pertinho do meu ouvido. Será o 1º ano em que terei que homenegea-la de longe...
Mãe... Eu te amo! Agradeço desde sempre por ser sua filha... e aquela velha frase continua valendo:
Você é a melhor mãe do mundo!!!!


Mas, onde entra o esmalte nisso tudo?!
Voces nem imaginam, mas foi minha mãe, sim, ela mesmo, que me ensinou a gostar de esmalte. Ela adora unhas cumpridas, bem feitas, e, de preferência, pintadas de vermelho! Confesso que demorei a gostar dessa cor nas minhas unhas, pra mim o vermelho sempre ficou muito melhor na mão dela, mas hoje eu gosto. Deixa a gente poderosa - a cara dela mesmo! E o vermelho que escolhi para hoje foi o romã, da colorama.


Minha mãe é uma artesã de mão cheia!


Café - ela não vive sem ele!
Plantas - ela adora!


Cozinha maravilhosamente bem!


E não gosta de louça na pia!




Minha mãe é super mulher. Quando se propõe a fazer alguma coisa faz bem feito. Adora curtir uma preguicinha no sofá, mas não tem corpo mole quando é preciso arregaçar as mangas e ir a luta. Minha mãe é o melhor exemplo de determinação que eu poderia ter!


Agora corre lá no mosaico da Fernanda Reali e divirta-se, emocione-se e inspire-se!


Feliz dia das Mães!

domingo, 6 de maio de 2012

Notícias...

Tô sumida! Daqui, do face, de mim...
Esses últimos dias não tem sido fáceis e, sinceramente, estou sem ânimo para blogar...


Mas hoje o dia amanheceu mais quente, o céu mais azul... Um lindo pássaro veio cantar na minha sacada (para desespero da minha gata!) e eu me animei.


Passei pra dar notícias (especialmente pra linda da Cris Ferreira, do blog Inventando com a mamãe).
No último post fiz um convite pro cês participarem do BookCrossing Blogueiro e depois disso nunca mais apareci... rsrs! Mas eu "esqueci" meu livro. Esqueci "O Cortiço". Um livro que eu li no Ensino Médio por ser obrigatório para o vestibular e que foi um dos únicos que gostei. Me surpreendi com a história, com a trama toda. Alguns anos depois, já na faculdade, ganhei o livro, reli e guardei. Havia chegado o momento dele se libertar e, quem sabe, surpreender a outro leitor.


Deixei-o no ponto de ônibus de uma avenida bastante movimentada. Sem fotos. Apenas com um bilhete. :)


Tenho posts em mente e prometo me esforçar para publicá-los! Tenho sentido falta da blogoterapia!


Beijo no cês tudo!!

domingo, 15 de abril de 2012

Não perco por nada!

Vem aí mais uma edição do BookCrossing Blogueiro.
Para você que ainda não sabe do que se trata eu explico: Trata-se de um movimento que, nada mais é, do que o ato de libertar um livro com a finalidade de difundir o hábito da leitura. Trocando em miúdos: É tirar o livro da prateleira e "esquecê-lo" em algum lugar de grande movimento para que ele encontre um novo leitor. Para saber mais acesse o blog  Luz de Luma.


Ano passado eu participei (leia aqui!) e adorei! Esse ano vou participar denovo, mas seguindo uma diquinha da Luma: vou colocar na dedicatória o endereço do bloguitcho para que o novo leitor possa entrar em contato, caso queira. E devo confessar que eu quero muito que ele venha, já que ano passado quase morri de curiosidade pra saber do paradeiro do livro. Rsrs...


Bora esquecer um livro por aí? Vamos espalhar essa ideia e fazer das ruas uma grande biblioteca a céu aberto! 




"Um livro fechado na estante não vale nada. Para valer, ele precisa ser usado e apreciado!"

sábado, 7 de abril de 2012

Esteriótipos.

Estereótipo é a imagem preconcebida de determinada pessoa, coisa ou situação. São usados principalmente para definir e limitar pessoas ou grupo de pessoas na sociedade. Sua aceitação é ampla e culturalmente difundida no ocidente, sendo um grande motivador de preconceito e discriminação. (Fonte: Wikipédia).

Saio de casa. Calça jeans, tênis no pé, cabelo molhado recém lavado, coisa de quem saiu as pressas de casa. Óculos escuro, coisa de quem não teve tempo de fazer a maquiagem. Eis que encontro no portão uma certa vizinha. Ouço um comentário infeliz:

- Ei, você não era professorinha?
- Era não. Eu sou professora!
- Nossa! Nunca vi professora assim. (Ar de desdém me olhando dos pés a cabeça).

Eu que estava realmente atrasada me dei ao direito de perder mais uns minutos e entender o porquê daquele comentário. Acompanhem a transcrição do discurso:

- Desculpa. Não entendi.
- Ai fia, não leva a mal, mas é que você nem parece professora. Esse cabelo (vermelho), tatuagem, as músicas (estava com fone de ouvido!). Nem sei como você consegue emprego.
- Pois é minha senhora. Vai ver que a dona da escola onde eu trabalho está mais preocupada com a aula que eu dou do que com a tinta que uso no cabelo. Tenha um bom dia!

Resumindo:
Eu devia (será?!) ser assim:



Mas sou mais feliz - e não menos professora - assim:


Quanto as músicas, bem, o que eu posso dizer...
Gosto de rock. Canto Raul. Levo a vida ao som de Rita Lee. Me descabelo com Biquine Cavadão. Não passo 1 dia sem ouvir Roupa Nova. E sei de cor e salteado centenas de músicas infantis ds quais me acabo de cantar nos pátios da escola.

O que me faz professora é muito mais do que aquilo que seus olhos podem ver!

sábado, 31 de março de 2012

Loucuras de Amor!

Caraca!!! Quanto tempo faz que não escrevo por aqui?!?! Acho que nunca na história desse blog fiquei tanto tempo sem postar.... Mas cá estou, então bora lá!

Sem mais delongas que hoje vim pra falar de amor... Daquele amor genuíno e quase infantil que tomou conta de mim e se mantém vivo até hoje! Daquele amor que muitos duvidaram e poucos botaram fé. Daquele amor que me fez cometer as maiores loucuras, sem ao menos perceber....

Por esse amor eu fui ao Rio de Janeiro com uma mochila nas costas passar 2 dias num albergue de luxo (existe isso?!). Andei de avião 4 vezes em 2 dias enfrentando um dos medos que pensei nunca enfrentar. Passei 3 dias sem tomar banho e sem dormir pra assistir ao show da nossa banda - e valeu muito a pena! Encaramos 2 anos de namoro a distância - e a quem diga que essa foi nossa maior loucura. Juntamos as tralhas em cima da caminhonete do meu sogro e decidimos viver uma vida a 2 - contra tudo e contra quase todos. E essa sim foi uma grande loucura, talvez a maior delas. Talvez apenas uma delas. Talvez a aventura mais deliciosa que eu já me permiti.

Por esse amor eu enfrento o mundo, a vida, o relógio, o trabalho. Encaro tudo de peito aberto. Não tenho medo. Será sempre assim. Enquanto eu sentir o que sinto. Enquanto eu sentir a gente!





sábado, 10 de março de 2012

BC Esmalte + Dia da Mulher

No último dia 08 comemoramos o Dia Internacional da Mulher. Tenho uma opinião particular a respeito desse dia, mas hoje não quero falar dela. Hoje eu quero é mostrar mulherzices! Coisas que só as mulheres entendem, que fazem parte desse universo feminino, tão intenso, tão nosso! 
Sim, porquê nós somos capazes de trabalhar fora durante um dia todo, cuidar da casa, preparar as refeições, ajudar na lição dos filhos, passear com cachorro e ainda estar linda no fim do dia pra cuidar e ser cuidada pelo maridão, mas pra isso precisamos de alguns aliados, alguns apetrechos, acessórios, que nos fazem bem e nos deixam prontas pra encarar qualquer situação!


Sabonete esfoliante. Pergunte para um homem se ele sabe pra quê serve?! Coisa de mulher!
 


Diferentes tons de rosa...

 
Ou de azul... Só as mulheres entendem!


O poder de um salto alto!


Um acessório...


Ou 2!


A intensa relação com o chocolate.


E tantas outras coisas que não caberiam em fotos, imagens ou palavras...
Enfim, mulheres! Muito mais do que um sexo forte!

Esmalte: Copacabana, Ana Hickman.

Quer ver belas mulheres?
Passa lá no mosaico da Fernanda Reali e espia as guerreiras dessa blogagem coletiva... Mais uma das coisas que só as mulheres entendem!

Bom sábado!!!